segunda-feira, 12 de maio de 2014

nove treze vezes

Tava pensando
se eu tivesse que construir um universo
ele se chamaria
Universo?

Se eu tivesse que construir um planeta
esse planeta seria a
Terra?

Se eu tivesse que construir todas essas coisas
essas coisas seriam as
Coisas?

Pare. Isso não começou com o intuito de formar nada (ainda não!). Mas sendo sincero mesmo: eu precisava falar com um pouco de calma em algum lugar calmo.

Amanhã é um dia muito importante para mim. Daqui a pouco o amanhã é hoje, que se perdeu e virou ontem e o ontem já é o futuro, será que o passado não seria só uma história que estamos contando para nós mesmos? (citando Her, do Spike Jonze)

Hora de ter o intuito de formar algo.

Formar um universo sozinho deve ser chato. Ter que escolher as cores, tamanhos e dimensões. É um troço difícil, no seco.

Arranjem uma companhia se forem se enfiar na encrenca de criar algo. Mas vou sugerir uma enrascada que vale a pena: viver. 

Atire a primeira qualquer coisa quem falar que viver é chato. Deixo falar que falem que viver é uma merda ou qualquer coisa do gênero, mas chato não. Vocês não sentem um gostinho em lutar todo dia pelo seu universo?

Eu não sei onde é o meu universo, na verdade. Eu sempre andei por ai perdido. Vejo bastante uma menina que não é daqui, perdida por aí. Meio Artemis por lutar pelo que julga certo, meio Art3miss pela sua necessidade de arte.

Um dia eu senti seus lábios
Noutro também
E depois, adivinhem... também!
  [e fugimos um do outro
   porque somos dois
   perdidos, e pensamos
   que era tudo uma brincadeira]

E não era.

Viram? Eu contei uma história para mim mesmo.

Eu preciso contar algo do meu futuro, e eu não sei em qual categoria de história isso se encontra
história do futuro?
ciência do futuro?
futuro do passado?
Isso é difícil.

Mas posso repetir essa baboseira toda nove vezes, que é o número que essa história irá acontecer amanhã, porque eu conheço um pedaço do seu universo a cada dia.

E espero o dia do décimo terceiro mês.
Obrigado.

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