domingo, 29 de junho de 2014

Pesadelos

Nessas viagens absolutamente esquizofrênicas
, eu conjurei em francês
as mais absurdas figurações
procurando adjetivos de olhos fechados.

Eu noto o cambaleio do lustre de luz negra
cair sobre o fosfeno
na perdição dos lúcidos de água fria,
pele polida, coração vago.

Não há monstro que habite esses corpos,
silhuetas eróticas,
olhares vazios
                 [ perdidos
                        na linha do não
                                  e do talvez ]

Vejo nada mais do que estrelas;
gravitação universal.
Pirueta no espaço, aterrisso
risonha na mais linda lua:
carne crua, desejos metálicos,
rosto disforme na quimera entre cacos.

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