segunda-feira, 25 de julho de 2016

Abraço / O dia em que o mendigo me quebrou /

Notei, nesses dias, que tenho abraço menos. Muito diferente dos abraços que costumava dar nas pessoas, hoje abraço com menos força. Com nojo, talvez. É bizarro.
Sempre fui muito acostumado a surpreender pessoas com abraços apertados e longos, o que até me rendeu um certo título... Mas e hoje? O que me ocorre?

Afastamento.

Me sinto meio sozinho. Não tenho mais vontade de tocar nas pessoas. Fico sem jeito, tímido. Faço piadas, mas não toco mais. Não consigo.
Eu, que já me incomodava horrores com cafunés, me pego negando carinhos. O que está acontecendo?

Solidão.

Achei que essas palavras só se encontravam em músicas bregas, mas aparentemente alguém decidiu bater em minha porta e trazer a amiguinha...

Mas vai ficar tudo bem.

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M: Ô, me arranja uma brasa aí.
E: Não tenho, velho.
M: Um cigarro então.
E: Também não tenho, cara. Não tenho nada.
M: Você não tem nada?
E: Não.
M: E quando foi que você perdeu tudo?

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