autor: Ayrtton Fonseca autor: Bárbara Tanaka autor: Giovana Anschau autor: João Basso
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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Confissão

O mundo às vezes procura nada mais do que o acaso
como uma hipótese cômoda
para os amantes insônicos
para os abraços errantes
um sopro que leva tudo para casa.

O desfoque é nada mais do que
                                                                                ( só, )
desvio da lente que procura paixões
em vinte e quatro quadros por segundo
mas é oblívio ao trocar de filme.

Talvez seja frio como o impasse
de roupas mal lavadas e café gelado
que traça destroços por nossos lençóis
(analogicamente digitais, um jorro de tinta aqui
e fracassos remotos lá do outro lado),
espelham em nós como faria Áquila.

Aqueles pareciam os últimos feitiços
e eu nunca soube se eu seria incapaz.
Poderia tornarmos foscos, sejamos infinitos
no reflexo da saudade de teus olhos castanhos, 
longínquos na incerteza do nosso caos.

Meu bem, procura a tua voz de novo
e volta pra dançar comigo mais uma música.
Seja essa só mais uma linda valsa qualquer ou
um pequeno, mas grande pedaço
do resto das nossas vidas.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

I don't lie

Hoje eu estava meio mal
Tomei um banho sem sal 
(que nem o meu cabelo, segundo a embalagem)
E é dia
Não dia de alguma coisa
Só dia.

É dia de achar novas coisas a se fazer?
É dia de se arrepender?
É dia de tentar?
É dia de comemorar?

                         Ah, estou perguntando demais, hoje.

Eu acho que devia sair pela rua e distribuir doces para as crianças e ficar amigo da vizinhança.

Mas,
Aquele abraço que eu neguei...
Você pode tentar dá-lo de novo?


quarta-feira, 28 de maio de 2014

Pessoa

A gente tem medo de errar
De pisar em falso
De falar errado

A gente não tem medo
De magoar
De sujar
O coração
Da 
Outra
Pessoa

Nós nunca prestamos atenção
E dizemos que vamos voltar
Que vai ser diferente
Que vai ter mais gente
Na nossa vida

Esquecemos que promessa é dívida
E que o que pouco importa para nós
Importa pra a outra pessoa

O importante é isso
Viver e tentar aprender
Levar pra frente
Lapidar os erros
Sobreviver um dia mais

Esquecer das obrigações
Que nós mesmos criamos...

quinta-feira, 15 de maio de 2014

... E nunca mais usei camiseta estampada com camisa xadrez.

Naquele dia eu estava calmo (eu nem lembro direito de como foi)
E de repente começou a parte que eu gostava.
O fone esquerdo (e apenas o esquerdo) bombava uma declaração (de amor ou ódio) que para muitos era apenas gritaria, mas para mim tinha um quê de especial (já que me identificou em tantas partes da minha mísera vida)
Talvez seja por isso que gosto de músicas em Stereo. 

A minha intenção era chegar e dizer, logo de cara:

"Desculpa, eu demoro pra entender tudo."

... Mas é óbvio que não disse. É óbvio que eu ia dizer "olha que botão estranho" e apontar pra uma vitrine qualquer com um manequim qualquer vestindo uma jaqueta qualquer. 

Aquelas frases soando na minha cabeça, minha incapacidade de conseguir curtir um ambiente fechado, minha síndrome de "estou fazendo tudo errado" e uma dor horrível no calcanhar direito fizeram com que eu ficasse quieto e criasse um clima quase sufocante e desesperados para quem estivesse em volta. 

... Mas é óbvio que não. Ninguém liga.

Resumo da ópera:

"Y'all ask what the fuck I'm doing
I'm releasing anger"

Não é sobre fandom nem nada do tipo. 
As pessoas só não ligam para qual tipo de roupa você está usando a não ser que você seja uma garota muito bonita ou pareça muito interessante. 

Há braços.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Reticências... (Você quer ser feliz?) (curto e grosso sessions)

Enquanto não dá certo, vamos tentando!
O impessoal já virou pessoal mesmo...
Eu, como sou pessoal, vou dizer que tá tudo legal
E o resto, impessoal, parece não se importar...

Uma vez fiz a meta: "Todo dia deixe pelo menos uma pessoa feliz."

É fácil.
O problema é a pessoa querer ser feliz. 
Você quer ser feliz?

terça-feira, 6 de maio de 2014

Perdão por não ser culto, garota!

!

Há dias como hoje que só servem para esperar o amanhã. Dias em que você se sente estranhamente disposto e estranhamente triste. Dias em que você está tão mal que nem liga. Acaba sendo legal por nem ligar. 

Às vezes penso que estou ficando meio maluco. Aí é óbvio que vem o pensamento: "mas só tenho 17 anos, ainda tem muito pra viver e blablablabla". Ainda temos muito para viver? O que mais gosta de fazer? Como gosta de aproveitar o tempo em que permanece vivo? Gosta de encontrar amigos? Gosta de tocar algum instrumento?

Eu gosto de andar. Andar bastante, inclusive. Mas prefiro andar ouvindo música. Ouço muitas músicas do mesmo artista e faço comparações entre as músicas mais novas e mais antigas. O artista melhorou? Ele piorou? São tantos pontos de vista...

Fico tão feliz em poder andar bastante que quando vejo já estou em casa. Normalmente vou direto à cozinha, bebo um copo d'água e me enterro em meu quarto. Minhas pernas normalmente ficam agitadas e trêmulas, e já fico com vontade de andar de novo. 

Dentro do meu quarto, existem alguns quadros. A maioria são do Chaplin. Um do Friends, um buldogue, uma pirâmide... Variedade. Recentemente, minha avó me deu um quadro muito especial para ela e para mim. Estou tão feliz que nem sei onde penduro. 

Ah, desculpe. Estou perdendo o foco de novo.

A questão é: hoje não foi um dia muito legal. Não é uma reclamação. Temos o direito de não termos dias muito legais. Temos o direito de ficarmos tristonhos de vez em quando. O que não da pra fazer é parar, não é mesmo? Vamos à luta, caras. 

Obrigado pela atenção.

(Essa obra foi feita pelo Mosd, um artista que admiro muito. Sou fã mesmo. O legal é que ele usou como referência uma foto minha que foi tirada pela Gim e esse ciclo todo. Obrigado, Mosd! Obrigado, Gim!)

terça-feira, 29 de abril de 2014

Hoje
Nós vamos sair
Ir
A algum lugar bem longe daqui

Vai ser muito bom
E poderemos rir
E nos divertir
Até o sol sumir

Eu normalmente vou querer ser legal
E talvez até falhe
Vou parecer forçado e sem jeito

Espero que lembre
E que não estranhe
Ninguém é perfeito.