domingo, 25 de maio de 2014

Azul cobalto e arranha-céu

Mentalize a coisa mais triste que você conseguir.

O que você pensou? Conta pra mim. Eu quero saber se você pensou no seu mundo desabando, na sua mãe chorando ou em ver seu cachorro morrer aos seus braços. Se você pensou no cair de pétalas de uma gardênia, se pensou em comer pão velho em vez de crostini de quatro queijos. Pensou em ditaduras comunistas? Ou nos que são amarrados em postes? Pensou em pesadelos? Mensagens subliminares? Pensou no futuro?

Shhh, me conta. Por favor. Eu não conto pra ninguém, eu juro. Juro pelo que você quiser! Sim. Pode confiar. Isso fica entre nós, tá bem? Guardado a sete chaves, bem aqui.

E como você está? Está tarde e eu estou triste, mas as coisas poderiam estar muito piores. Você sabe disso. Acabou de me contar.

Talvez nós sejamos apenas estranhos se movendo juntos em alguma direção. Pra onde você olha quando sente essas coisas? Eu olho para o céu, mas os prédios às vezes estão tapando a minha visão. É meio engraçado, sabe? Sentir isso tudo e ainda querer procurar pelas cores bonitas.

Mas nós somos aquelas crianças que diziam que mudariam o mundo, não é? E agora?

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