domingo, 25 de maio de 2014

Meio fio, meio do fim, passou

Venha correndo
com essa risada de criança
esse sorriso estampado

Venha correndo
chorando por ter caído
do mais alto morro

Venha correndo
com a bicicleta na mão
e proclame uma poesia aleatória
mal formulada, agora

Me olhe com esses olhos castanhos
brilhando
e esses cílios prolongados
de criança pequena

Venha correndo
e pare para que eu
olhe no fundo do teu peito
e sinta toda a tua história
as tuas dores, os teus romances,
as tuas alegrias;
para que eu sinta o gosto das tuas ideias.

Mas não fique,
passe,
assim como uma criança passa correndo
empinando pipa
ou como um pássaro no meio fio.

Fio,
fim,
passou.

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