sexta-feira, 16 de maio de 2014

Be my friend, be my brother

Jovem encostado na grade. Se sentindo um encosto, imagino. Sem expressão no rosto, se sentindo sozinho. Enquanto o vento soprava e fazia uma dança com as folhas, ele olhava com um par de olhos vazios. Olhos castanhos, nada mais. Parecia um rapaz igual a qualquer outro, era gélido. Até que me surpreendeu. No meio daquele espetáculo natural, uma folha caiu dentre seus dedos. Enfim alguma ponta de esperança ressurgiu ao seu olhar. Pegou-a em suas mãos, mas agora esperançoso, e quando notou que não tinha nada demais - pois não vira o espetáculo de fora -, jogou-a entre os sete ventos. Recíproco.

(ps. eu dedico esse texto ao meu irmão. "Just a young man looking homeward, watching the sun go down again across the water, the sun is shining, but, will it ever, will it ever be the same... Be my friend, be my brother")

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