terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Picross tá roubando minha vida lentamente

O seu cheiro veio como uma sombra astuta que me assusta e persegue pelas vielas desta cidade tão feia e impura. Não é como se tivesse medo; só não quero deixar entrar. Não quero viver sentindo toda a minha alma atrofiando-se dentro de mim novamente. Os estilhaços que você deixou atravessam-se como galhos bagunçados em uma floresta densa. Eu os piso, sempre com cautela, mas mesmo assim rápido, pois devo fugir da sombra novamente.

Mais rápida que minhas palavras, minha mente embaralha automaticamente o mapa que me daria caminhos de volta para casa. Sendo assim, jamais voltarei ao meu velho conforto.

E você acha que sabe demais, mas quero que sempre se lembre de um peculiar fato: você só acha que é verdade porque acha que entende.

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