segunda-feira, 11 de maio de 2015

Singela

"Não poderia dizer, mas gosto de você."

Estou procurando por esses tênis a mais de três anos e não acho. Não sei nem se estão pela casa. Talvez não queiram ser achados, mesmo.

"Eu gosto de você, mas não quero admitir."

Tá tudo torto e eu preciso me preocupar com coisas mundanas nesse momento. Chegou o fim de semana e eu senti alguma coisa. 
E aí, João? 
Tá feliz? 
Pra tudo tem um jeito? 
Tudo dá certo no final? 
Você aprendeu alguma coisa quando abriu aquela pasta? 

"Você é a coisa mais especial do mundo pra mim, mas hoje a noite eu tô cansada de você."

Eu sou essa moto grande que toma seu espaço entre os carros. Essa batida repetitiva que você consegue ouvir dos fones de ouvido de outra pessoa. Aquela mão maliciosa que deixa seu coração acelerado. 

"Você fica tão engraçado quando tá preocupado." 

E é o tipo de carinho que eu preciso. São as palavras que não tenho medo de dizer para checar sua reação. É o ridículo que não tenho medo de passar para saber se está tudo bem. É a bagunça que eu vou tentar arrumar nessa segunda feira. É a inveja que eu vou parar de ter e ser finalmente gente.

"Você tá especialmente bonito hoje. Vem cá."

As coisas vão ficar mais simples hoje. Quanto mais você faz um caminho, mais curto ele se parece, não é mesmo? Eu venho fazendo esse caminho por anos, então deve ser fácil. Vai tudo dar certo.

"Eu te amo. Não vivo sem você. Por favor, não some."

Nenhum comentário:

Postar um comentário