terça-feira, 18 de outubro de 2016

CALOR.

Eu coleciono detalhes
Troco olhares
Transmito gestos

Pressiono qualidades
Não me contento com pouco
Quero sempre mais

Aproveito o silêncio
Encontro amparo em pequenos gestos
Gosto das más sensações

Esse calor tá queimando meu cérebro
Mas passar mal tá dentro dos meus planos
Prefiro assim

Será que esse litro de cerveja vai segurar a onda?
Não gosto da dúvida
E vocês sabem bem disso

Nenhuma droga me faz bem
Nenhum cigarro
Nenhuma bebida

Minha postura tá ótima
A imposição melhor ainda
É questão de dominância, sempre

E eu nunca perco uma chance
E você dá muita chance
E, nesse caso, como fica tudo?

Nunca fiz sentido
Eu só quero ficar sozinho
Mas a caneta insiste em deixar minha letra bonita

Vocês sabem bem disso
Que eu nunca vou ser preso
E sempre vou andar sem medo

Odeio mágoa
Nunca guardo
Não tenho tempo tampouco paciência

Sempre tive privilégio
Físico e mental
Por isso tive receio na fila do exército

Encho meu caderno de palavras inúteis
Mas é importante perceber isso
Assumo a culpa

Não assino nenhum B.O.
Não dou trabalho
Adoro papo reto

Me empolgo fácil demais
Recluo com mais facilidade ainda
Mas deixo marca

No fundo da minha alma eu quero só produzir
Música, texto e emoção é só o começo do currículo
O problema é exteriorizar

Percebo com facilidade o meu entorno
Agora me divirto mais aqui
Do que com mil amigos

Sei quando sou chato ou inconveniente
Não me iludo
Mas guardo pra mim todo esse sentimento

Enfim, achei aqui uma sombra e cansei de versinhos. Vamos pra caça.

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